quinta-feira, 11 de março de 2010

Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária

O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) se tornou mais rigoroso na fiscalização de propagandas para crianças e adolescentes, estudam maneiras de restringir e até de proibir por completo anúncios dirigidos ao público infanto-juvenil. O número de comerciais suspensos pelo Conar mais do que dobrou. Em 2007, o órgão levantou, por conta própria, seis casos. Em 2008, o número saltou para 24, quatro vezes mais.

"Estamos realmente sendo mais rigorosos e cuidadosos com a questão da criança e do adolescente, em reação a pressões democráticas da sociedade. Temos sentido posições fortes de grupos sociais, da imprensa, além do Congresso [onde tramita projeto de lei que proíbe publicidade infantil]", afirma Luiz Celso de Piratininga, vice-presidente do Conar.

O Conar adotou nova regra na tentativa de evitar a proibição de comerciais infanto-juvenis. Entre elas, a proibição do uso de verbos no imperativo ("compre isso", "peça para o seu pai", "não perca" etc.) e a utilização de crianças e adolescentes sugerindo o consumo de produtos. Há também normas específicas para anúncios de alimentos, em resposta aos planos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão do governo federal, de restringir anúncios de produtos alimentícios para esse público.

O Conar admite que a maioria dos pais não sabe como denunciar um comercial que considere inadequado a seus filhos. Mas diz que não fará uma campanha para informar que o consumidor pode procurar o órgão por não ter "estrutura para uma grande demanda".

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